Sábado, 31 de Maio de 2008

Desafio verde.

 

Não se assuste o leitor, não se trata de mais um incentivo hipócrita á reciclagem, ou qualquer tipo de ataque verbal aos que insistem em poluir, quer na vida terrena, quer no mundo digital. Este post bem curtinho, serve apenas para anunciar o meu envolvimento com o projecto Xbox Portugal, liderado pelo sempre prestável e honorário membro da comunidade de jogadores lusitanos, Luís Perfeito, que já tinha sido meu parceiro na DreamcastWeb há umas luas atrás. Surgiu a oportunidade e o escravo da palavra digital aceitou este belo desafio verde, que levará a muy-apreciada (ou não) sátira que vem lendo no blog até ao XP, com textos de análise exclusivos e direccionados ao catálogo da Xbox 360.

Contudo, o Now Loading não sofrerá com este movimento, já que todos os artigos de opinião que vá esbatendo á unha serão publicados aqui, com a habitual atenção e percentagem de mel para o leitor.

 

Aliás, pensando bem, o verde é uma cor de esperança, não é? Ou será a cor dos sapos?

mood: "high on green!"
a jogar: no more heroes
artigo por Daniel Costa às 15:13
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Sinfonia mais que perfeita.

Atulhados em dias cinzentos, nós, jogadores lusos, frequentemente afastados dos grandes eventos nos videojogos a nível comercial e geográfico, ainda mantemos a cabeça erguida com a eterna esperança do firmamento cultural da indústria no país. Contrariando o pachorrento fado português, os responsáveis pelo concerto Video Games Live, que percorrem o mundo a tocar temas de videojogos devidamente orquestrados, confirmaram no seu sítio oficial a chegada do mesmo a Lisboa.

Caro leitor, dia 6 ou 7 de Dezembro do ano corrente, largue tudo e acorra á capital para desfrutar do maior evento musical do género.

 

Em baixo, um excerto fantástico do concerto, com a sonoplastia de Metal Gear Solid como inspiração:

 

(cortesia IGN.com)

 

Venham os bilhetes!

mood:
a jogar: eternal sonata
artigo por Daniel Costa às 13:43
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Domingo, 25 de Maio de 2008

Beyond Good & EA.

Talvez o melhor original oferecido pelos estúdios da Ubisoft nos últimos anos, Beyond Good & Evil foi uma das grandes pérolas que um volumoso rebanho herege, preferiu ignorar em 2003. Rogo para que o leitor não se inclua no grupo.

É virtualmente impossível classificar a obra. Considere uma miscelânea de géneros, até então obsoletos num só disco, servidos em doses consideráveis de stealth aux Kojima, acção típica de RPGs em tempo real, tudo sublinhado com um toque suave mas marcante de humor, perfeitamente original e representativo da subtileza da equipa liderada por Michel Ancel. Foi o francês, pai do icónico Rayman, que desenhou todo o planeta de Hillys (palco principal da narrativa) e respectivos nativos. Glória a quem merece.

Personagens de vincado carisma e interesse, uma banda sonora fascinante e ilustrativa da acção, um guião de génio e design inspirado, tornam Beyond Good & Evil numa experiência que se autopropõe ao jogador. A história confunde conspiração com verdadeiras lições de moral e, ironicamente, transpira fé pelos valores base da Humanidade. Caso não esteja a par, a Ubisoft confirmou que BG&E2 já está em pré-produção. Admito que a noticia teve impacto suficiente para questionar o meu fundamentalismo ateu. Ao contrário de Suda51, acredito que ainda há heróis na indústria…

Aceite uma sugestão, nesta semana que começa, prefira os transportes públicos como meio de locomoção. Para além de poupar as já fracas baterias do planeta, acumulará Euros suficientes, relativos ao consumo de ouro negro agora conhecido como combustível, para comprar uma cópia de Beyond Good & Evil.

Para acabar mais um post de incentivo máximo ao materialismo, e enquanto o próximo artigo maiorzito não chega ao Now Loading, aconselho o vídeo introdutivo da ordem:

mood:
a jogar: super metroid (vc)
artigo por Daniel Costa às 14:39
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

E o jogo do ano é... Earthworm Jim 4!?

Não sei de que ano, nem de que década, mas uma coisa é certa, Earthworm Jim 4 vai mesmo voltar a ter a grande exposição que teve no passado. Para os fãs de coração quente da série, como o escrivão de serviço, as boas noticias cobrem o envolvimento do criador original da minhoca, Doug TenNapel, que confirmou ser o líder da equipa encarregue de trazer Jim até á nova geração.

A minha aposta: se o espírito da obra de 1994 ficar intacto, espere um título com toneladas de humor, do mais sarcástico que pode encontrar na indústria.

 

Para adoçar a boca, e espancar o botão da nostalgia do leitor, ofereço um tributo muito bem disposto, realizado pelos rapazes da Screwattack.com.

 

Se não completou Earthworm Jim, considere o spoiler forte contido no video.

(Cortesia Gametrailers.com)

mood:
a jogar: virtua tennis 3
artigo por Daniel Costa às 19:27
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Lições da Escuridão.

 

Uma das principais atracções dos videojogos é a possibilidade de viver emoções alheias a qualquer outra forma de entretenimento. Ao ver um filme, por exemplo, ficamos receptivos a qualquer movimento ou expressão da personagem, na esperança de interpretar a mensagem e sentimento impressas em determinada linha de diálogo. Num jogo, a acção é quase sempre determinada pelo receptor, provocando uma ilusão de responsabilidade no mesmo, expandindo consideravelmente o leque de sentimentos e ligação pessoal ao que acontece no ecrã.

O medo é, provavelmente, o sentimento mais cabal e primitivo que nos distingue. A sensação de descarga de adrenalina, tem sido muitas vezes um trunfo de várias editoras para tentar vender conceitos a um público que procura experiências mais alternativas. Séries como Resident Evil ou Silent Hill conseguiram o feito irónico de elevar o género survival horror em qualidade, banalizando o terror como arma comercial.

Contudo, um selecto grupo de títulos destaca-se dos demais, pela originalidade, criatividade, direcção artística e capacidade de gerar real pavor na mente do jogador.

 

Entre eles, destaco o soberbo Eternal Darkness: Sanity's Requiem, lançado para a GameCube em 2002. Como adepto incondicional do género, a obra da Silicon Knights representa um padrão brilhante e incontestável no reino dos survivals psicológicos.

 

mood:
a jogar: nada de momento...
artigo por Daniel Costa às 23:28
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Domingo, 18 de Maio de 2008

Aqui há talento.

Ainda bem que Shinji Mikami teve coragem suficiente para abandonar a Capcom, numa altura em que os senhores mais snob da companhia, afiavam lâminas contra a mente por trás de Resident Evil.

A não ter acontecido esse acto depravado, de alguem extremamente confiante em si próprio, Mikami nunca teria fundado a Platinum Games, recém-nascida que recentemente uniu forças com a Sega para a publicação de duas obras muito prometedoras.

Falo de MadWorld, com Shigenori Nishikawa á cabeça, e de Bayonetta, liderado por Hideki Kamiya (responsável por Viewtiful joe e Devil May Cry).

 

Mad World, projectado para a Wii, será um título de acção que tirará partido do Wiimote para rasgar carne e pele em dois. Tudo isto condimentado com um estilo muito Frank Miller meets No More Heroes.

Bayonetta, a ser descoberto na Playstation 3 e Xbox 360, vale apenas pelos nomes associados ao projecto, mas com a premissa de ser um Bullet Witch com bom gosto e personalidade, as expectativas sobem considerávelmente. Confesso a esperança inocente de ver estes dois jogos aparecerem como rosas no meio da gravilha, muito homogénea, em que a industria vem assentando.

 

Para abrir o apetite ao leitor, os primeiros teasers das obras:

 

MadWorld

 

Bayonetta

 

Que delícia...

mood:
a jogar: re: code veronica x
artigo por Daniel Costa às 13:35
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Ainda não jogou Killer7?

Há uma probabilidade muito de grande de o leitor não ter tido oportunidade de jogar Killer7.

Seja qual for a desculpa, saiba que pode estar a perder uma viagem visceral e marcante ao ponto de oferecer um leque de experiências policromáticas nas quatro grandes expressões artísticas num videojogo: design, sonoplastia, jogabilidade e conceito base.

 

O que pode ser mais compensador do que enviar uma bala, através de uma arma vectorial alimentada a sangue, até á cabeça de um pedófilo arrogante, depois deste nos desafiar para um duelo ao bom estilo Wild West? Simplesmente nada. Nenhum outro título apresenta um homem de sessenta anos numa cadeira de rodas, que se transforma fisicamente nas suas sete (!) personalidades, a vaguear por um Japão carregado de gore, sangue, sexo e morte. Tudo isto servido em pequenas doses de cut-scenes com direcção apenas comparável á do génio de Tarantino, no cinema. Neste caso, o génio é outro.

Chama-se Goichi Suda e esteve por trás do recente No More Heroes, para a Wii.

Um nome que se vem afirmando no panorama Ocidental mais hardcore, e como nova super estrela da industria no seu país natal.

Killer7 teve habilidade, interesse e uma rajada de ideias novas que sobraram para convencer o vosso escrivão de serviço. Mais, tornei-me devoto do Sr. Suda51 (alcunha inigmática de Goichi-sama), exactamente a partir do momento em que o disco entrou na minha Playstation 2. Três anos depois do lançamento europeu, ainda guardo memórias frescas e considero a obra um dos meus títulos favoritos da era 128 bits.  

 

Ofereço um trailer bem catita, para tentar converter os mais cépticos a este objecto de culto…

 

mood:
a jogar: street fighter II
artigo por Daniel Costa às 22:34
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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

“Mãe, vou ser um assassino.”

 

 

Se a corrente geração de consolas tem algum mérito social é, indiscutivelmente, o de expandir o fenómeno dos videojogos a um público alheio até aqui. Contudo, o imperialismo norte-americano quase omnipresente em todas as formas de media, exporta para o mundo jogos e conceitos autobiográficos que nós, europeus, aceitamos como simples meios de entretenimento ou repelimos definitivamente.

O último exemplo foi o lançamento circense da maior aposta da Rockstar e consequentemente da indústria, Grand Theft Auto IV.

Enquanto o mundo discute ferozmente os valores impressos no código genético da obra, milhões de jogadores nascidos na geração MTV elaboram argumentos para garantir aos pais a santa pureza em cada bala disparada por Niko e companhia.

 

Para mim, GTA IV é um petit nom para polémica propositada, portanto prefiro encontrar razões que justifiquem o crescente número de ilegais em Liberty City.

  

mood:
a jogar: nada de momento...
artigo por Daniel Costa às 23:40
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Domingo, 11 de Maio de 2008

O melhor filme baseado em videojogos da história.

O post vai ser muito curto e objectivo. Encontrei este trailer e não resisti a fazer o upload, tendo em vista a sanidade mental do leitor.

Faça favor de ver esta peça maior da sétima arte:

 

 

Tive de tomar um par de Prozac's depois de ver a fita completa. Chiça...

mood: "mauzão"
a jogar: títulos do live arcade...
artigo por Daniel Costa às 22:51
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Sábado, 10 de Maio de 2008

Dreamcast: Dez anos depois, o que resta da Sega e de Sonic?

 

Maio de 1998. A Sega apresenta ao mundo a sua Katana como uma supra sumo da indústria. Era provavelmente a derradeira aposta de uma companhia que nos últimos anos de batalha com as oponentes directas, Nintendo e Sony, vinha a perder soldados e, pior, credibilidade perante os jogadores mais conservadores.

A gigante nipónica prometeu o mundo aos consumidores, oferecendo um serviço online sem precedentes e um catálogo de jogos visual e tecnicamente impressionantes, numa época em que as 128 bits eram o prólogo da próxima geração de consolas e certamente o passo seguinte numa indústria confusa e com posições de liderança por definir.

 

Dez anos depois do lançamento japonês da saudosa Dreamcast, é interessante fazer um balanço das razões que levaram a consola a bater no fundo e, principalmente, entender a filosofia da Sega de hoje.

 

mood: deprimido
a jogar: ainda pes2008 no xbox live
artigo por Daniel Costa às 16:02
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Endless Ocean, pérola perdida.



O ano de 2007 foi cheio em títulos de qualidade. Contudo, a grande maioria dos jogos com estampa de candidato a melhor do ano, assentou bases em fórmulas de sucesso pouco inovadoras e com garantias nas tabelas de vendas. Infelizmente, a margem de manobra para arriscar no desenvolvimento de jogos menos mainstream por parte das grandes produtoras, é cada vez menor. Portanto, a chegada á Europa de Endless Ocean, numa época em que Halo 3 e Call Of Duty 4 monopolizavam (e ainda monopolizam) o interesse dos jogadores, justifica este tributo.

  

 

mood: quase cool
a jogar: pes2008 (xbox 360)
artigo por Daniel Costa às 16:34
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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

(Guia) Importação, explicações e conceitos básicos.



Para lançar o Now Loading em beleza, decidi postar um guia básico referente a importação de videojogos e conceitos aderentes.
Se o leitor encontrar alguma incoerência na informação listada em baixo, faça o favor de utilizar a caixa de comentários para se queixar. É que depois da minha referência ao comentador desportivo Rui Santos, no post anterior, temo pela minha integridade física e ando com medo da própria sombra. Huhhh...

mood: com fomeca
a jogar: pes2008 (xbox 360)
artigo por Daniel Costa às 22:41
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Now Loading... Done.

Sejam muito bem-vindos a esta nova aventura tragicómica com o título sugestivo Now Loading.
Para este texto inicial, não vou listar caracteristicas de autor nem tentar convencer o leitor com um currículo imponente. Existem duas razões fundamentais para isso, primeira, gastariam segundos preciosos que podiam utilizar para ler algo interessante, segunda, não tenho argumentos suficientes para isso.
Portanto, resumindo uma epopeia numa dezena de palavras, sou um jogador vintage que pegou num comando pela primeira vez no inicio dos anos 90. Desde a queda do meu último dente de leite, que venho a escrever artigos de opinião para várias publicações online na área dos videojogos. Desde a DreamcastWeb, Insert-Coin E-Zine, DSGaming (Reino Unido) até ao super-blog limão ene3.com.

Então, o que podem esperar deste espaço? Uma reflexão bem disposta e objectiva sobre o estado actual da industria e cultura dos videojogos, com informação e tópicos de debate pelo meio. Ah! E também vai haver muita polémica à mistura! Tipo 24 Horas meets Rui Santos. Yup.

E pronto, foi o primeiro post do Now Loading...
Me aguardem...


Daniel Costa
~Godan.

mood: preguiçoso
a jogar: pes2008
artigo por Daniel Costa às 19:31
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Apaixonado crónico pelo mundo dos videojogos, indústria incluída, Daniel Costa assume a adição precoce, sem complexos. Adepto da escrita livre como meio de expressão primário, o jogador passou por várias publicações, como a ene3 e DSGaming (UK). Actualmente, é gestor de produto júnior na Nintendo/Concentra, e analista e colunista na Xbox Portugal e N-Portugal, em part-time. O autor do blogue pessoal Now Loading deseja boa estadia ao leitor. Também tem o hábito de assinar biografias na terceira pessoa.

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